Do Fazendão,
Darino Sena
A torcida compareceu em peso - mais de 1.500 pessoas. E, pelo visto, não se decepcionou. Ao menos é o que sugerem os aplausos em massa ao fim do amistoso em que o Bahia venceu o Camaçari, por 2 a 0, no Fazendão.
O jogo foi realizado na tarde desta quinta-feira, no Fazendão. Foi a última atividade do Bahia antes do Natal. Elenco e comissão ganham três dias de folga e só voltam ao trabalho na segunda pela tarde.
Para atletas e treinadores, o benefício pós jogo foi a folga. Já as crianças da creche Alan Kardec e os idosos do abrigo Bezerra de Benezes, ambos em Lauro de Freitas, comemoram outro gordo presente do Tricolor, graças ao comparecimento em massa da torcida. Vai para eles a mais de uma tonelada arrecadada em troca do ingresso.
O jogo
Em campo, o que se viu foi um tricolor aguerrido, buscando o gol desde o apito inicial. Jean Michel teve as duas melhores chances. Na primeira, recebeu assitência perfeita de Rivaldo e chutou cruzado para fora. Na segunda, esbarrou no goleiro Fernando.
Por volta dos 20 minutos, o Tricolor caiu de produção com a saída de Marcus Vinícius. O camisa 2 era uma das principais referências ofensivas do time. Ele machucou o tornozelo e cedeu lugar para o meia Rogério, o que forçou o deslocamento de Dudu para a ala-direita.
Rogério demorou a se entrosar e o Bahia criou pouco até o final da primeira etapa. Para o segundo tempo, o técnico Luís Carlos Cruz orientou os meias – Rogério e Rodrigo – a se aproximarem dos alas – Dudu e Jean.
Captada a ordem, a equipe melhorou, produzindo principalmente pelos flancos. Jogadas pelas laterais resultaram nos melhores momentos do Tricolor. A exceção foi um chute de fora da área de Rivaldo, que acertou a trave.
Aos 21, Rony completou cruzamento, de cabeça, para o gol, mas o árbitro Rubem Bispo alegou impedimento.
Insistindo pelas laterais, o Bahia finalmente chegou ao gol por volta dos 30 minutos. Rogério cruzou em cobrança de falta, Carlinho dividiu com o goleiro pelo alto e empurrou para o fundo das redes.
O gol empolgou o time e a torcida. Aos 32, Rivaldo, um dos melhores em campo, arrancou pelo meio, passou por três e foi derrubado na área. A arbitragem ignorou o pênalti.
Aos 37, Rubem Bispo ignoraria de novo queda de um tricolor dentro da área. Desta vez, Rony, derrubado após dividida com Fernando. Mas o árbitro impediu o erro e apontou a penalidade.
Rivaldo cobrou com perfeição, colocou a bola no ângulo. Na comemoração, subiu no alambrado e abraçou os torcedores e transformou o jogo em festa. O carinho foi retribuído na saída dele de campo, quando foi ovacionado pela galera. Esforçado, o meia Rodrigo gozou do mesmo privilégio, assim como toda a equipe, ao término do jogo.
O Bahia jogou com - Márcio; Pereira, Carlinhos e Josemar (Jaílson); Marcus Vinícius (Rogério), Dudu, Jair, Rodrigo (Williames) e Jean; Rivaldo (Felipe) e Jean Michel (Rony).