Apesar de desconhecidos, os adversários que o Bahia vai enfrentar no grupo R da Copa SP (Corinthians-AL, Angra dos Reis-RJ e São Vicente-SP) são considerados perigosos. O superintendente das Divisões de Base do Bahia, Bobô, explica: "Todos os três adversários são times de empresários. O trabalho deles é centrado nas divisões de base, o objetivo deles (os empresários) é vender jogador. Por isso que não é raro na Copa São Paulo times desconhecidos fazerem boas campanhas".
Para se ter uma idéia de como trabalha um dos adversários do Tricolor, já passaram pelo Corinthians-AL jogadores como o lateral Calisto (ex-Bahia e hoje na Rússia), o meia Deco (Barcelona), o atacante Marcelinho Paraíba (Hertha Berlim) e o zagueiro Narciso (Santos). A informação está no site oficial do clube alagoano. Esses jogadores são exibidos na vitrine da Copa SP, e logo vendidos pelos empresários para times do Brasil e do exterior. "Os times não são grandes no profissional porque o objetivo deles não é ser campeão. São times de empresários, o objetivo é vender mesmo. Revelam grandes jogadores, fazem um bom trabalho na base", afima Bobô.
Quanto às chances do Bahia, o trabalho é para fazer a melhor campanha do Tricolor em uma Copa SP. Infelizmente, jogadores como Neto Potiguar, Cícero, William e Gustavo, todos com idade para disputar a competição, vão estar integrados ao elenco profissional, que estréia no Baianão no dia 16 de janeiro, contra o Ipitanga, na Fonte Nova. O elenco que vai a São Paulo terá um número elevado de jogadores que chegaram agora do juvenil. "É uma pena não podermos contar com esses jogadores que estão no profissional, que vão fazer falta tanto pelo talento quanto pela experiência, mas vamos viajar para avançar na competição", finaliza Bobô.